Itinerância Dominicana...

Contam as histórias que São Domingos ia de terra em terra a pregar e a converter hereges. Os seus companheiros relatam que ia apenas com o seu hábito, descalço e apenas com uma pequena bolsa para levar os sapatos e a navalha, bem como o Evangelho de São Mateus e as Cartas de São Paulo.

Este carácter de peregrinação ainda hoje se conserva na Ordem, embora em moldes diferentes.

Por exemplo, no Convento onde estou, em Sevilha, é comum haver hóspedes que vêm para pregar, ficam uns dias e vão de novo para o seu convento.

Também os noviços, que querem aprender a ser frades dominicanos, são convidados a experimentar esta itinerância.

Terminadas as aulas, o Padre Mestre envia cada um dos noviços a um convento da província a que pertence para que faça uma experiência comunitária.

Hoje, eu experimento esta itinerância e parti de Sevilha com direcção a Lisboa. Amanhã, eu e os meus irmãos noviços portugueses e angolanos, saberemos o convento a que vamos para a experiência que, até agora, é incognito.

O importante é que nós percebamos que o mais importante é que nos sintamos itinerantes e animados para o que nos espera. O que se espera é que nos integremos nas comunidades e acompanhemos os irmãos no seu apostolado.

Que estes 11 dias em Portugal seja um momento de fraternidade e de ajuda para o discernimento vocacional.

Com curiosidade mas, ao mesmo tempo, com esperança preparamo-nos para chegar a Portugal, mais propriamente ao Convento de São Domingos de Lisboa.

Pax Christi,

fr. José Manuel

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