Voltar a Deus (+Restauração da Província)

«Ditoso o homem a quem Deus corrige. 
É Ele que fere e a sutura, é Ele que fere e cura a ferida com a sua mão.»
cf. Job 5, 17 - 27

Dando um pequeno salto na nossa leitura - mas todos podem ler o que ficou para trás - vemos Job a recompor-se. Tanto aqui como mais à frente, Job fará uma espécie de profissão de fé em Deus.

Job vê Deus como um Deus de Esperança para todos aqueles que passam tribulações. Esta passagem é como que uma lição de correcção a Job, que deve aproveitar para seu próprio bem espiritual. 

Os castigos que Job recebe, depois das suas provações são como que uma chamada de atenção: «Volta a Deus!». É em Deus que nos devemos refugiar nos tempos de prova, não para nos lembrarmos de Deus quando estamos mal, mas para que, nesses momentos, a Sua vontade seja feita e termos a confiança de que Ele não nos abandona nunca. 

Todos nós já fizemos, certamente, a experiência de ter uma ferida profunda. Quando nos cortamos, por exemplo, sentimos que já não há cura, que vamos ter uma infecção se não limparmos a ferida, ficamos perturbados...

Na nossa vida, há feridas bem mais difíceis. O pecado é a grande ferida da nossa alma, é aquilo que nos afasta do bem e de Deus e, como tal, é uma grande, difícil e recorrente ferida. E qual o grande remédio? A misericórdia de Deus... Saber que Deus está ali para curar, para tratar, para limpar. Só Ele é que pode curar esta ferida aberta, mas temos que nos aproximar, cheios de confiança e de esperança d'Ele. 

Para reflexão, coloco as seguintes questões: 
Quais são as minhas feridas? Que feridas já deixei que Deus tratasse? Quando me fere, deixo espaço para que Deus a trate?
Ou, por outras palavras:
Quais são os meus pecados? Quando peco, reconcilio-me e volto a Deus? 

Que, este tempo seja propício a curar feridas...

Mas, hoje, nós, dominicanos em Portugal, estamos em festa! 
Faz hoje 55 anos que a Província Portuguesa da Ordem de São Domingos foi restaurada, em Fátima, com o Mestre da Ordem, fr. Miguel Browne, juntamente com o Bispo da Diocese de Leiria e D. fr. Francisco Rendeiro (então Bispo do Algarve). Quem quiser saber mais sobre esta efeméride, aconselho a leitura de um artigo escrito pelo frei José Carlos, AQUI (clicar) .

Por isso, depois de 55 anos, a Província continua a dar passos para a sua missão e para o seguimento de Cristo. Felicidades a todos os irmãos da Província e, principalmente, àqueles que ali estiveram nesse momento. 

Nosso Pai S. Domingos, rogai por nós!

Pax Christi!

Comentários